Arquivo da categoria: Notícias, campanhas, etc

Japão cancela a caça à baleia

[Retirada de: http://www.freeimages.com/photo/796423]

Desde 1904 que as baleias têm sido caçadas no oceano glacial Antártico. Este ano (2014) será o primeiro desde então que não serão mais animais mortos, pois o governo japonês cancelou oficialmente o plano anual para a expedição baleeira às águas da Antártida.

Esta é uma notícia extremamente positiva para todos nós, mas principalmente para todas as espécies de baleias que eram lá caçadas. A Greenpeace espera que nunca mais sejam abatidos animais no oceano glacial Antártico, de forma a centrar todas as preocupações noutros factores que estejam  a afectar as baleias.

O Japão tem sido bastante criticado todos os anos por matar principalmente animais pertencentes à espécie em perigo Balaenoptera physalus, baleia-comum, violando o acordo internacional “Southern Ocean Whale Sanctuary”.

Esperemos que esta decisão seja para durar e que nunca mais estes incríveis animais sejam atormentados e prosperem.

Fonte: http://greenpeaceblogs.org/

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Redescoberta espécie de lagarto

Redescoberta espécie de lagarto que se pensava estar extinta. Ocorre na floresta equatorial e desde o anos 50 que não era descrita cientificamente.  

A espécie já não era formalmente descrita pelos cientistas desde 1953. Depois dessa data, o lagarto-pinóquio (Anolis proboscis) apenas foi avistado em 2005, por um grupo de ornitólogos. Um dele partilhou uma foto do animal na Internet e herpetólogos chegaram à conclusão que o lagarto-pinóquio ainda vivia.

Nos anos seguintes vária equipas de cientistas viajaram até esta área com fim de encontrar e estudar o lagarto. Quando o descobriram chegaram à conclusão que estão extremamente bem camuflados e são incrivelmente lentos. Apenas os machos possuem estes “narizes”, que não são rijos (têm alguma flexibilidade), e ainda não se sabe bem as suas funções.

A última equipa também fez algumas descobertas acerca do habitat do lagarto. “Nós descobrimos que estes lagartos ocorrem em habitats muito diferentes do que é sugerido na literatura. Nunca ninguém tinha encontrado o lagarto na floresta fora de áreas abertas. Os outros avistamentos foram feitos na borda da floresta”, disse Arteaga.

Fonte: http://newswatch.nationalgeographic.com/2013/10/08/pinocchio-lizard-spotted/

Descoberta possível forma de combater a quitridiomicose

O fungo quitrídio é responsável pela diminuição do número de indivíduos e até pela extinção de várias espécies de anfíbios. No entanto, este grave problema pode vir a ser resolvido, ou pelo menos atenuado, num futuro próximo recorrendo a probióticos.  

Actualmente os anfíbios são considerados o grupo de vertebrados mais ameaçado do planeta, estando as suas populações a diminuir significativamente a nível global. A perda de habitat e as alterações climáticas são factores importantes neste declínio. No entanto, não são só estas adversidades que os anfíbios têm de enfrentar, pois têm sido alvo de uma doença infecciosa causada pelo fungo quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), que já tem uma dimensão a nível global. Esta doença é de tal forma grave e mortal, que pode levar à extinção muitas espécies. Devido a esta epidemia, pelo menos 200 das 6700 espécies de anfíbios que se conhecem foram extintas e um terço estão consideradas em perigo pela “International Union for Conservation of Nature”. Os efeitos deste problema são ainda mais graves do que doenças como a Peste Negra, que matou entre 25 e 75 milhões de pessoas.

Alguns anos atrás, Harris, juntamente com Vance Vredenburg, investigadores de Universidade Estadual de São Francisco, fizeram uma descoberta inesperada. Descobriram que sapos que apresentavam a bactéria Janthinobacterium lividumreliably na pele sobreviviam à quitridiomicose. Estas bactérias produzem uma substância chamada violaceína, que inibe o crescimento do fungo. Esta investigação serviu como ponto de partida para estudar o possível uso de probióticos no tratamento da quitridiomicose. J. lividum é uma espécie que está espalhada por todo o Mundo, encontrando-se na pele de anfíbios da Europa, de todo o continente americano e talvez doutros continentes.

“Nós podemos tratar alguns anfíbios com o probióticos e depois alargar a uma grande variedade de espécies,” informa Harris. Mas para o fazer, o probiótico usado tem de ter origem no local de ocorrência do tratamento e este não deve ter efeitos secundários para o ambiente.

Fonte: http://www.americanscientist.org/

Últimos 15 rinocerontes de Moçambique podem ter sido extintos

Os últimos rinocerontes de Moçambique podem ter sido extintos por caçadores furtivos no mês passado.

Pensa-se que os 15 rinocerontes, que habitavam o Parque Nacional do Limpopo, foram mortos com a ajuda de cerca de 30 guardas da reserva. Estes possivelmente tornaram mais fácil a localização dos animais.

O Parque Nacional do Limpopo faz parte do Great Limpopo Transfrontier Park, que abrange áreas de países vizinhos. Outrora (2002) esta área era o habitat de 300 rinocerontes, mas apenas sobreviveram os 15, que foram abatidos recentemente.

Os cornos de rinoceronte são exportados principalmente para a Ásia, onde se pensa que têm propriedades afrodisíacas e curativos de cancro. Infelizmente o tráfico de partes de animais e de animais vivos ainda é muito praticado por todo o Mundo, constituindo uma grande ameaça para as espécies.

Fonte: http://naturlink.sapo.pt/

Filmado incrível mergulho de um corvo-marinho-imperial

Foi filmado um corvo-marinho-imperial (Phalacrocorax atriceps) a fazer um mergulho incrível de 45 metros de profundidade.

As imagens foram captadas na costa da Patagónia e para registar o momento foi colocada uma câmara PVO adaptável nas costas da ave. A experiência foi levada a cabo por uma equipa da Wildlife Conservation Society (WCS) e pelo Conselho de Investigação Nacional da Argentina.

A ave mergulhou atingiu os 45 metros de profundidade em 40 segundos, onde capturou um peixe. Um feito notável para uma ave, sendo já chamada de “super-ave”.

O Corvo-marinho-imperial é nativo da America do Sul, estando bem adaptado ao ar, a ambientes terrestres e aquáticos. Alimenta-se de pequenos peixes e invertebrados marinhos. É fácil de distinguir das restantes espécies do género Phalacrocorax por ser branco e preto.

Fonte: http://www.naturlink.sapo.pt/

Projecto Macaulay Library já conta com 150 mil gravações de vídeo e áudio de animais

Considerado o maior arquivo de sons de animais já conta com 150 mil gravações de vídeo e áudio. Até ao momento o site inclui nove mil gravações dos diferentes grupos.

Esta é uma iniciativa do Cornell Lab of Ornithology (uma unidade da Cornell University EUA), sendo o maior e o mais antigo arquivo científico de áudio e vídeo existente. O objectivo é colecionar e preservar o máximo possível de gravações (as mais antigas datam de 1929) do comportamento e história natural de cada espécie e disponibilizar tanto para fins científicos, como para educação, conservação ou arte.

As gravações são feitas por cientistas e por membros do público. Esta enorme biblioteca é o resultado da evolução da Cornell Library of Natural Sounds, que foi criada na primeira metade do século XX, tendo sido feita uma adaptação digital dos conteúdos já existentes.

O Cornell Lab of Ornithology é uma organização que se dedica ao estudo e conservação de aves, conhecido pelo envolvimento do público na produção de conhecimento científico.

O website pode ser visitado Aqui

Fontes:
http://www.birds.cornell.edu/Page.aspx?pid=1478
http://macaulaylibrary.org/
http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Ja-disponivel-online-o-maior-arquivo-de-sons-de-animais?bl=1

LPN faz balanço ambiental de 2012

LPN faz um balanço do ano 2012, concluindo que foi um mau ano em relação à preservação ambiental. A principal causa apontada para  este problema foi desregulamentação ativa das ferramentas de proteção, por parte do governo.

 [© Daniel Santos, todos os direitos reservados]

“Se a nível das grandes tendências globais as alterações climáticas agravam-se com fenómenos extremos e grave prejuízo para ecossistemas e populações, a nível nacional as principais alterações introduzidas a nível governativo e legislativo têm contribuído para a degradação do ambiente e das áreas naturais, através da desregulamentação ativa das ferramentas de proteção.

Ano de Extremos | A emissão de gases com efeito de estufa continua em crescendo, ultrapassando o ano de 2011. As alterações climáticas manifestam-se por secas extremas, tempestades violentíssimas e pelo maior degelo de sempre. A temperatura média global foi de 14,45ºC, a 9ª mais elevada de sempre desde que há registos, acima de 2011. A seca extrema foi evidente em várias regiões do globo: Portugal, Brasil, Estados Unidos, Rússia, zona do Sahel e Grã-Bretanha são apenas alguns dos países e regiões mais afetados. Estas situações irão causar uma quebra de produção de cereais a nível mundial, com o consequente aumento de preços. À gravíssima situação de seca sucedeu-se um período de intensos fogos florestais e uma época de tornados e tempestades tropicais particularmente agressivas, culminando com o furacão Sandy, o maior furacão atlântico de que há registo e cuja força arrasou cidades desde as Caraíbas até Nova Iorque. Em setembro o gelo que cobria o Oceano Ártico encolheu para 3,41 milhões de km2, menos de metade do que ocupava há 30 anos, e mínimo de gelo de que há registo.

Rumo de Insustentabilidade | Foi neste “clima” que se desenrolaram as negociações da Cimeira Rio+20, que constituiu um rotundo falhanço coletivo de abordagem aos problemas ambientais mais prementes como as alterações climáticas, a proteção dos oceanos, metas para uma “economia verde”, travagem da degradação de habitats, da perda de biodiversidade, o aumento das áreas em risco de desertificação, ou a degradação das florestas. Neste ano entraram mais 2 mil nomes para a lista vermelha das espécies em vias de extinção, que são já 63.837.

Ano de Confirmações | Se 2011 foi um ano de muitas dúvidas e de expectativas quanto ao rumo do Ambiente e da Conservação da Natureza em Portugal, 2012 foi um ano de confirmações de más expectativas: mais de um ano e meio após a tomada de posse do governo, o MAMAOT ainda se encontra em processo de reestruturação, encontrando-se muitos dos serviços que ainda estão em funcionamento em grande desarticulação e sub-equipados em termos de institucionais de governança, de pessoal de meios técnicos e financeiros. As leis que têm sido propostas êm recebido o repúdio das organizações da sociedade civil, em particular as ONGAs: liberalizar as plantações florestais com espécies exóticas, rever da Lei de Bases do Ambiente que se configura num texto simplificado com potencial de desregulamentação da política pública de ambiente em Portugal, o novo Plano Estratégico dos Transportes que ataca a utilização dos transportes públicos, a simplificação do licenciamento das atividades industriais, o anúncio público do fim da Reserva Ecológica Nacional.

Ação Pública da LPN | A LPN esteve envolvida durante todo o ano nas temáticas públicas mais relevantes, com contributos individuais e coletivos, além de participação em vários conselhos e projetos. O projeto Cabaz de Peixe foi aprovado, a LPN reuniu e discutiu ativamente as novas políticas comunitárias, desde a Política Comum de Pescas à Política Agrícola Comum, participámos no Conselho Consultivo Regional para as Águas Ocidentais Austrais e na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (até à demissão em protesto), contribuiu para várias consultas públicas, como a Directiva-Quadro Estratégia Marítima, o Regime de Arborização e Rearborização ou a Lei de Bases do Ambiente, entre outros. A LPN reuniu ainda com eurodeputados, secretários de estado e ministros, chegando a dialogar com o Presidente da República sobre a Barragem do Tua. A barragem do Tua e o Plano Nacional de Barragens continuam a avançar contra todas as evidências, contra pareceres internacionais, com custos públicos e privados avultados e contra o Património Mundial da UNESCO, a EDP avança sem oposição do governo. O finning foi proibido pelo Parlamento Europeu, uma medida com a qual a LPN se congratula. A LPN participou na eleição das 7 Maravilhas – Praias de Portugal. Neste ano em que LPN se opôs ao afundamento de 4 navios em Portimão, num processo que levantou sérias dúvidas e que deixou exposto o vazio legal no que diz respeito a legislação marinha, de conservação e mitigação de impactos ambientais na costa. Nas várias comissões em que participamos alertámos para a falta de medidas de adaptação às alterações climáticas, no que diz respeito à Agricultura e à Floresta, participámos no Programa Nacional de Combate à Desertificação e à Seca.

Projetos LPN | Em 2012 o trabalho desenvolvido no Programa Castro Verde Sustentável teve como principal foco de atuação a compatibilização entre a agricultura e a biodiversidade. Um marco importante foi a conclusão do projeto LIFE Estepárias, pela proteção das aves estepárias, e do projeto Practice em termos do combate à desertificação. A educação ambiental, a sensibilização para o turismo de natureza e sessões de participação pública foram ferramentas amplamente usadas para catalisar o envolvimento das populações locais e dos visitantes nacionais e estrangeiros. Em Lisboa, realizou-se durante o verão um ciclo de cinema com documentários ambientais na sede da LPN. A nível da sensibilização e educação ambiental, a LPN procurou promover uma cidadania ambiental mais ativa, com a realização de um conjunto de debates, reflexões sobre a temática e a dinamização de várias ações de sensibilização ambiental e voluntariado, que aliadas ao projeto ECOs-Locais, apelaram à responsabilização e envolvimento de cada um nas questões ambientais. O Programa Lince deu continuidade aos esforços de conservação do lince-ibérico e do abutre-preto, com ênfase nas medidas de gestão de habitat em colaboração com agentes locais, sendo de destacar a entrada em funcionamento da Rede de Campos de Alimentação para Aves Necrófagas do projeto LIFE Habitat Lince Abutre, atualmente as únicas estruturas deste tipo existentes no Sul de Portugal.

Compromisso | Para 2013, ano em que a LPN comemora 65 anos de existência, reafirmamos o nosso compromisso com a defesa do ambiente e a conservação da natureza em todos os fóruns e espaços de participação pública e da sociedade civil, assim como em todos os projetos concretos em que estamos envolvidos.”

Notícia retirada de: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Da-dececionante-Cimeira-Rio20-a-polemica-da-Barragem-do-Tua-LPN-faz-balanco-ambiental-de-2012?bl=1

Avistadas espécies raras de aves em Portugal

Frio na Europa, traz espécies menos comuns de aves migratórias para Portugal. Portanto, se quer ter o privilégio de ver algumas aves pouco habituais no nosso país, esta é a altura certa.

 Fig. 1 – [© José Frade, todos os direitos reservados] – Cisne-bravo.

Este Outono tem-se registado a chegada de espécies raras, acidentais e menos comuns de aves migratórias, no território português. Isto deve-se à vaga de frio que se faz sentir no Norte e centro da Europa.

Nos Outonos e Invernos mais rigorosos, como este, é normal as aves de toda a Europa “descerem” até à Península Ibérica à procura de alimento e de temperaturas mais amenas. Portanto, com a chegada do Inverno há uma maior possibilidade de ver estas aves menos comuns no nosso país. No último mês já se observaram espécies acidentais como o cisne-bravo (Cygnus cygnus), o ganso-de-faces-negras (Branta bernicla), o pato-rabilongo (Clangula hyemalis) e a gaivota-polar (Larus glaucoides), e números menos habituais de espécies menos comuns como a mobelha-pequena (Gavia stellata), a mobelha-grande (Gavia immer), a escrevedeira-das-neves (Plectrophenax nivalis) e o tentilhão-montês (Fringilla montifringilla).

Texto de Daniel Santos.

Bibliografia
http://avesdeportugal.info/
http://www.spea.pt/pt/noticias/vaga-de-frio-na-europa-traz-especies-menos-comuns/

Mapa dos eventos climáticos extremos faz prever um futuro difícil para os mamíferos

Um estudo recente prevê  um futuro muito complicado para os mamíferos a nível global, devido ás alterações climáticas. O estudo foi levado a cabo por especialistas da Zoological Society of London (ZSL) e foi publicado recentemente na revista Conservation Letters. 

“O estudo envolveu a sobreposição dos mapas de distribuição de 5.760 espécies e subespécies de mamíferos terrestres com o mapa dos locais mais afetados pelo ocorrência futura mais frequente de secas e ciclones, fenómenos que se sabe estarem a tornar-se cada vez mais frequentes à medida que o planeta sofre um aquecimento.

Esta sobreposição cartográfica permitiu identificar as espécies que terão maior probabilidade de ser afetadas e de, acordo com o seu grau de sensibilidade a eventos deste tipo, prever se o seu estatuto de conservação se alterará no futuro para um nível de ameaça maior.

“Este é o primeiro estudo deste tipo que analisa que espécies estão em risco devido a eventos climáticos extremos. É essencial que identifiquemos as espécies com maior risco para que possamos informar melhor gestão em Conservação face às Alterações Climáticas global”, explica Nathalie Pettorelli, investigadora da ZSL.

Os resultados revelaram que “aproximadamente um terço das espécies analisadas têm, pelo menos, um quarto da sua área de distribuição exposta a ciclones, secas, ou uma combinação dos dois. Se se determinar que estas espécies são suscetíveis a estas condições, isso levará a um aumento substancial do número de mamíferos classificados como ameaçados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria «Alterações Climáticas e Meteorologia Extrema» ”, refere o líder do estudo Eric Ameca y Juárez.

É particularmente preocupante o caso dos primatas, que constituem o grupo de mamíferos mais ameaçado, tendo em 2010 a IUCN estimado em aproximadamente 48% a proporção de espécies que devem ser incluídas nas categorias “Vulnerável”, “Em Perigo” e “Criticamente em Perigo” na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas.

Este receio resulta do desconhecimento sobre a suscetibilidade de muitos primatas às Alterações Climáticas. Com efeito, embora se saiba que algumas espécies ocorrem em áreas que já foram afetadas por ciclones e foram capazes de se adaptar (ex.: macaco-uivador,Alouatta pigra, e macaco-aranha Ateles geoffroyi yucatanensis), outras há que, apesar de serem consideradas ameaçadas, ainda não foram alvo de estudos para determinar o impacto que nelas têm os fenómenos climáticos extremos (ex.: os lémures Avahi occidentalis e Hapalemur aureus).”

Notícia retirada de: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Mapa-dos-eventos-climaticos-extremos-faz-prever-um-futuro-dificil-para-os-mamiferos?bl=1

Dupla de biólogos ibérica descobre nova espécie de escaravelho na Serra de Monchique

Uma nova espécie de escaravelho (Microlestes alljezurensis) foi descoberta no sitio Rede Natura 2000 da Serra de Monchique, pelos biólogos Amália Espiridão Oliveira (Universidade de Évora) e Vicente Ortuño (Universidade de Alcalá – Madrid). 

 Fig.1 – Microlestes alljezurensis

“O escaravelho da família Carabidae, que é descrito num artigo agora publicado na revistaZootaxa, distingue-se das outras seis espécies do mesmo género que ocorrem em território nacional, devido a três características anatómicas – presença nos machos de: pequenos dentes nas patas, uma ranhura no último segmento abdominal, e um dente na face ventral do órgão reprodutor.

Os vários exemplares de M. aljezurensis que permitiram esta descrição foram capturados entre abril e junho, numa área de apenas 9 km2 a baixa altitude (150-230 m), em zonas de montado de sobro com e sem esteva e em manchas arbustivas em que predominavam o medronheiro, a esteva, a roselha e espécies do género a que pertence rosmaninho.

A descoberta da nova espécie de escaravelho aconteceu no âmbito do trabalho de campo do projeto de doutoramento de Amália Espiridão, intitulado “A comunidade de Carabidae do Sitio RN2000 da Serra de Monchique”.

A mais recente descrição científica de uma espécie nova do género Microlestes antes de M. aljezurensis na Península Ibérica, onde ocorrem 16 espécies, tinha acontecido em 1941. No presente artigo, para além da descrição científica da espécie, é apresentada uma chave de identificação atualizada das espécies do mesmo género que ocorrem na Península Ibérica, uma vez que a chave disponível datava de 1927.”

Notícia e imagem retiradas de: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Dupla-de-biologos-iberica-descobre-nova-especie-de-escaravelho-na-Serra-de-Monchique?bl=1