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Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)

O chamamento áspero ou o tamborilar do Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major) são geralmente os primeiros sinais da sua presença. É o pica-pau mais comum em Portugal e pode ser observado em variados tipos de florestas e até mesmo em parques urbanos e jardins.

[© Jiri Bohdal, todos os direitos reservados] – Pica-pau fêmea adulto a transportar comida para as crias.

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
Género: Dendrocopos
Espécie: Dendrocopos major
 
Distribuição e Ecologia
Estatuto de conservação em Portugal: “Pouco preocupante” (LC). Mundialmente está classificado com o mesmo estatuto, uma vez que esta espécie tem uma distribuição extremamente ampla e o tamanho da sua população mundial é bastante grande.
Está presente em toda a Europa e no centro do continente asiático (incluindo a China e Japão). Também ocorre na Turquia e no Irão. Distribui-se por todo o território português, mas está ausente em áreas pouco florestadas, como por exemplo as planícies centrais do Baixo Alentejo (pode ver o mapa de distribuição aqui).
O pica-pau-malhado-grande é uma ave típica de habitats florestais e em Portugal ocorre em quase todos os tipos de florestas, embora seja menos abundante em eucaliptais, acaciais e em povoamento jovens de coníferas. Prefere zonas densamente arborizadas, mas pode ocorrer em matagais com árvores dispersas. Ocorre principalmente em, montados, pinhais adultos (de pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e de pinheiro-de-casquinha (Pinus sylvestris)) carvalhais e certas matas ripícolas. De uma forma geral parece ser mais numeroso em matas de folhosas do que em pinhais.
É uma espécie residente e sedentária na Península Ibérica, no entanto, pode realizar pequenos movimentos erráticos. Nas áreas mais setentrionais e orientais são migradores eruptivos de curta distância. Tem principalmente hábitos diurnos.
Na Península Ibérica ocorre a subespécie D. m. hispanus.
Alimentação: a sua dieta baseia-se quase exclusivamente em insetos, mas também alimenta-se de sementes (ex. pinhões) principalmente durante o inverno. Ocasionalmente preda ovos e crias de outras aves.

Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: entre 23-26 – 26 cm.
Envergadura: entre 38 – 44 cm.
O pica-pau-malhado-grande é facilmente identificado por apresentar a zona da cloaca e do ventre vermelho intenso, nitidamente demarcado do abdómen esbranquiçado. As “costas” são pretas contrastando com uma mancha oval branca em cada um dos ombros. O mesmo acontece nas asas que também são pretas com barras brancas. Na cabeça nota-se uma máscara branca, um “bigode” preto e uma coroa preta nos adultos e vermelha nos juvenis.
Os machos na parte posterior da coroa apresentam uma mancha vermelha, enquanto que as fêmeas apenas apresentam a coroa preta sem vermelho.
As aves do Oeste e Sul têm geralmente as partes inferiores e fronte branco-acastanhadas (mais escuras que os indivíduos das outras regiões) e bico ligeiramente mais fino.
À semelhança dos restantes pica-paus o voo é distintamente ondulado. Está sempre alerta e é uma ave cautelosa, fugindo à mínima perturbação, no entanto, no inverno pode frequentar comedouros para aves.
Apesar de ser uma ave discreta é detetado com relativa facilidade graças às suas vocalizações (ouvir aqui) que se fazem ouvir durante todo o ano.

[© Jiri Bohdal, todos os direitos reservados] – Pica-pau macho adulto.

Reprodução
Este pica-pau normalmente nidifica em árvores, mas ocasionalmente pode faze-lo em postes telefónicos. Também aceita bem caixas-ninho, mas a entrada deverá ter entre 3 e 3,5 cm de diâmetro e uma profundidade de 10 a 18 cm, pois são as características dos ninhos naturais. As primeiras paradas nupciais têm lugar a partir do final de janeiro e cria apenas uma ninhada por ano. As posturas são compostas por 4 a 6 ovos, os quais são incubados durante 11 a 12 dias. As crias tornam-se voadoras entre os 18 e os 20 dias de idade.
 
Referências
Cabral, M.J., Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand, A.N., Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queirós, A.I., Rogado, L., and Santos-Reis, M. (2005). Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. (Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa).
Catry, P., Costa, H., Elias, G., and Matias, R. (2010). Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. (Lisboa: Assírio & Alvim).
Svensson, L. (2012). Guia de Aves (2º edição). Assírio & Alvim, Porto.
http://www.iucnredlist.org/details/22681124/0
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-do-Pica-pau-malhado-grande?bl=1&viewall=true#Go_1
http://www.avesdeportugal.info/denmaj.html

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