esquilo

Esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris)

O esquilo-vermelho é um roedor muito conhecido por todos nós. Em Portugal extinguiu-se no século XVI, mas nos dias de hoje já é possível observa-lo no Norte do país. É um animal extremamente ágil, que trepa e movimenta-se com bastante facilidade nas árvores. 

  [© Aramando Caldas, todos os direitos reservados]

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Sciuridae
Género: Sciurus
Espécie: Sciurus vulgaris

Ecologia
Estatuto de Conservação em Portugal: “Pouco preocupante” (LC).
Distribui-se por grande parte do Paleártico, desde Portugal até ao arquipélago japonês. Está ausente nas zonas mais frias da Europa e da Ásia e também na metade sul deste último continente. Em Portugal, o esquilo-vermelho parece ter se extinguido durante o século XVI, no entanto, a partir dos anos 80 voltou a ocorrer em território nacional devido á expansão de indivíduos originários do norte de Espanha. Atualmente está presente no norte de Portugal (em expansão) e no Parque Natural de Monsanto, local onde foi introduzido em 1993.
Abundante em grandes florestas de coníferas (50 ha), embora seja menos comum em bosques mais pequenos e florestas de caducifólias (ex. faia, carvalho, aveleira).
O esquilo-vermelho tem atividade diurna (30 minutos antes do amanhecer), sendo que o pico de atividade no verão verifica-se entre 2 a 3 horas antes do anoitecer e 3 a 4 horas depois do anoitecer. No Inverno, está mais ativo durante a manhã.
Os esquilos-vermelhos são excelentes trepadores de árvores, muitas vezes movimentando-se de árvore em árvore aos saltos. O comportamento antipredatório implica normalmente a fuga para o lado mais afastado do tronco, onde ficam imóveis e comprimidos contra este. Também são bons nadadores.
Têm como predadores naturais a marta (Martes martes), aves de rapina como o açor (Accipiter gentilis), cães e gatos. Também são vítimas de atropelamentos. A mortalidade estimada antes de um ano de idade é de 70%, diminuindo nos anos seguintes. A longevidade máxima registada em estado selvagem é de 7 anos.
Esta espécie não é muito territorial, havendo pouca agressividade para com conspecíficos, no entanto, durante a época de reprodução os machos dominantes exercem liderança sobre os subordinados e monopolizam os acasalamentos.
Alimentação: É principalmente herbívoro, alimentando-se de sementes de coníferas (abeto e pinheiro), bagas, bolotas, fungos, casca e floema (seiva). Muito esporadicamente comem vertebrados, como restos de aves, e ovos. Por dia consomem cerca de 5% do seu peso corporal.

Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: Cabeça – cauda: entre 32 – 44 cm.
Peso: entre 200 – 480 g.
O nome desta espécie pode ser enganador, pois existe alguma variedade de cores da pelagem, desde o castanho-avermelhado ao preto, passando por toda uma gama de castanhos e cinzentos. É sabido que toda esta variação tem uma certa relação com as condições ambientais: o vermelho-arruivado está associado a áreas quentes e secas (ex. florestas de coníferas) e as pelagens mais escuras estão associadas a áreas mais frescas e húmidas (ex. florestas de coníferas). As cores também podem variar consoante a altura do ano, por exemplo, castanho-avermelhado no Verão e castanho-escuro no inverno. O ventre mais claro que o resto do corpo, geralmente é branco. As orelhas são grandes e terminam num tufo de pelos compridos, que tem maior tamanho no inverno e desaparece no verão. Os olhos são grandes e a cauda é comprida e espessa, servindo de cobertor nos dias mais frios, sendo também importante no equilíbrio. Os fortes dedos possuem garras compridas, curvas e dentadas nas faces laterais.
As pegadas das patas posteriores são muito maiores que as das patas anteriores, as primeiras têm 5 dedos e as últimas têm 4. Os restos de comida podem ser usados também para detetar a presença de esquilos, como cascas de bolotas e castanhas e pinhas roídas.

 [© Aramando Caldas, todos os direitos reservados]

Reprodução
Pode reproduzir-se praticamente em qualquer altura do ano, dependendo do clima e da disponibilidade de alimento. No entanto, os picos de reprodução ocorrem na Primavera e no Verão, podendo cada fêmea ter duas ninhadas por ano. Os machos exibem-se às fêmeas mostrando a sua agilidade, executando todo o tipo de acrobacias de que são capazes e, para isso, movimentam-se entre troncos e ramos das árvores.
O período de gestação dura entre 36 e 42 dias e nascem normalmente 3 crias por ninhada, mas pode variar entre 1 e 8. As crias iniciam a sua atividade fora do ninho 7 a 8 semanas após o nascimento e tronam-se independentes passadas 10 a 16 semanas. O desmame ocorre passadas cerca de 8 semanas. Apenas a fêmea tem cuidados parentais.

Bibliografia
Cabral, M.J., Almeida, J., Almeida, P.R., Dellinger, T., Ferrand, A.N., Oliveira, M.E., Palmeirim, J.M., Queirós, A.I., Rogado, L., and Santos-Reis, M. (2005). Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa.
Macdonald, D., and Barret P. (1993). Guias Fapas, Mamíferos de Portugal e Europa. Fapas, Porto.
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-do-Esquilo-vermelho?bl=1&viewall=true#Go_1
http://maps.iucnredlist.org/map.html?id=20025

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