lobo

Lobo-ibérico (Canis lupus signatus)

Actualmente o lobo-ibérico é o maior carnívoro existente em Portugal. Alimenta-se de presas de grande porte e utiliza técnicas de caça sofisticadas para conseguir o seu alimento. Esta subespécie existe apenas na Península Ibérica, estando as suas populações constantemente em perigo, face às actividades humanas.

 [© Grupo Lobo, todos os direitos reservados]

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae   
Género: Canis
Espécie: Canis lupus
Subespécie: Canis lupus signatus
 
Ecologia
Estatuto de Conservação em Portugal: “Em Perigo” (EN). O Homem foi e ainda é o principal factor de regressão desta espécie (perseguição directa, diminuição das presas naturais e diminuição do habitat), sendo os danos no gado e o perigo que representam para a nossa espécie muitas vezes exagerados.
O lobo-ibérico é uma subespécie endémica da Península Ibérica que no século XIX ocupava grande parte do território, mas actualmente encontra-se restrito ao quadrante noroeste. Em Portugal a população de lobo ocorre sobretudo a norte do rio Douro, em continuidade com a população espanhola. Existe também uma população isolada a sul do rio Douro, que está bastante fragmentada. O número de alcateias deverá variar entre 45 e 55 a norte do rio, não ultrapassando as 10 a sul do mesmo.
No nosso país preferem como habitat zonas montanhosas, por apresentarem menores densidades populacionais humanas e agricultura menos intensiva.
O lobo é um animal social, formando grupos familiares constituídos normalmente por um casal reprodutor, um ou mais adultos ou subadultos e as crias do ano. Esta tendência para formar alcateias permite a esta espécie caçar animais muitas vezes maiores que ela própria. Em Portugal o número de animais por alcateia varia entre 3 a 5 indivíduos no final do Inverno e entre 7 a 10 no Verão, devido ao nascimento de crias.
O lobo é principalmente nocturno na Europa, devido à perseguição pelo Homem. Pode chegar aos 16/17 anos em cativeiro. Em liberdade a mortalidade das crias é elevada, factor que contribui negativamente para a sua conservação. É uma espécie de topo da cadeia alimentar, por isso, não apresenta inimigos naturais.
Os lobos são animais com uma resistência física extraordinária, atingindo os 55-70 km/h e podem manter, no caso de grandes distâncias, uma velocidade média de 8 Km/h.
Alimentação: caça animais de médio a grande porte como javali, veado, corso. Quando as presas naturais são escassas pode-se alimentar de animais domésticos.
 
Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: Cabeça – cauda: ♂ entre 131 – 178 cm; ♀ entre 132 – 165 cm.
Peso médio: ♂ 35 Kg; ♀ 30 Kg
O lobo-ibérico é a subespécie de lobo mais pequena e a que pesa menos em comparação com todas as outras. Dependem muito da sua audição e olfacto, que são extremamente bem apurados, mas a visão também é relativamente boa.
Apresenta cabeça volumosa, com orelhas triangulares. A pelagem é geralmente acinzentada, com a zona dorsal castanho-amarelado e com uma mancha negra que se estende até à cauda. A zona ventral é, geralmente, branco-amarelada e a garganta e as faces são brancas. Nas patas exibe uma lista negra bem definida, que é mais evidente durante o Inverno; a pelagem nesta altura do ano apresenta tons mais escuros do que a pelagem de Verão. A presença de tons avermelhados e/ou amarelados são características particulares desta subespécie.
As pegadas são muito difíceis de distinguir das dos cães de tamanho semelhante, mas as do lobo são mais compridas (a dos cães são mais arredondadas). Podem detectar-se também pelo cheiro a urina e arranhadelas no chão, que são formas de marcar territórios.
Faz tocas ou aumenta as de outras espécies entre as raízes das árvores, debaixo de rochas ou grutas, com cobertura densa.

[Foto retirada de http://www.freeimages.com/photo/972944]
 
Reprodução
A época de reprodução compreende-se entre Fevereiro e Março e atingem a maturidade sexual aos 2 anos de idade. Os nascimentos, 4 a 6 por ninhada, acontecem entre Abril e Maio. Em geral, todos os indivíduos da alcateia participam na criação dos lobachos e quando apresentam quase o tamanho de adulto iniciam o processo de aprendizagem da caça.

Notas
O lobo é uma espécie que desde sempre necessitou de muito espaço para sobreviver. Com o aumento da população humana o habitat desde belíssimo animal foi sendo fragmentado e destruído, restando apenas algumas populações em toda a Europa. Na Península Ibérica ocorre a subespécie Canis lupus signatus única em todo o planeta e que infelizmente também tem visto os seus efectivos reduzirem.
Muitos mitos ainda persistem sobre o lobo e o confronto com o Homem contínua a deixar cicatrizes, por isso, é o dever de todos nós, amantes da natureza, fazer de tudo para que esta espécie continue a pertencer aos nossos ecossistemas. Muitas instituições, tal como o “Grupo Lobo”, têm tido um papel importantíssimo na conservação do lobo em Portugal e esperemos que um dia esta espécie recupere, pelo menos dentro dos possíveis.
 
Bibliografia
Macdonald, D. e outros. 1993. Guias Fapas, Mamíferos de Portugal e Europa. Fapas
Almeida, P. e outros. 2005. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. ICNB
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-do-lobo?bl=1&viewall=true#Go_1
http://lobo.fc.ul.pt/?page=conteudos/morfologia

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