agua

Lagarto-água (Lacerta schreiberi)

Considerado por muitos o lagarto mais bonito do país, o lagarto-de-água é uma espécies endémica da Península Ibérica, estando cerca de 45% da população concentrada em Portugal. Na época de reprodução, os machos adquirem uma coloração azul por toda a cabeça, não deixando ninguém indiferente à sua observação.

"O [© Armando Caldas, todos os direitos reservados]

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Lacertidae  
Género: Lacerta
Espécie: Lacerta schreiberi
 
Ecologia
Estatuto de Conservação em Portugal: “Pouco Preocupante” (LC). A espécie encontra-se em regressão, não só no tamanho populacional, como também na área de distribuição, havendo um elevado grau de fragmentação, nomeadamente dos isolados populacionais.
O lagarto-de-água é uma espécie endémica da Península Ibérica, encontrando-se circunscrita à parte Noroeste e ao sistema central (desde Portugal até à Serra de Pela) e em algumas populações isoladas no Sudoeste Espanhol. Em Portugal, ocorre de uma forma contínua a norte do rio Tejo, enquanto a sul encontra-se apenas em populações isoladas, nomeadamente, nas Serras de Cercal, de S. Mamede, da Brejeira, de Sintra e de Monchique. Cerca de 45% da população encontra-se em território português.
Habita zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a cursos de água com coberto vegetal denso. Aparece preferencialmente em locais em que o estrato arbustivo e arbóreo é constituído por espécies típicas de clima Atlântico. Os adultos estão mais associados a zonas com abundância de pedras e matos densos, enquanto que os juvenis preferem habitats herbáceos, com esconderijos próximos. Aparece desde o nível do mar até aos 1775 m de altitude, na Serra da estrela e até aos 2100 m, em Espanha. É uma espécie muito sensível à qualidade da água, estando ausente em locas com água contaminada.
Espécie activa desde Fevereiro/Março até Outubro, altura em que começam a Invernar. Os machos iniciam a sua actividade mais cedo do que as fêmeas, havendo por vezes diferenças de um mês.
O lagarto-de-água serve de alimento a várias espécies de animais, entre as quais, aves de rapinas, cegonhas e, mais esporadicamente alguns mamíferos, como a gineta e a lontra. A fuga, a camuflagem e a capacidade de libertar a cauda voluntariamente constituem os seus principais mecanismos de defesa contra predadores. A longevidade máxima registada é de 8 anos.
Alimentação: Baseia-se em pequenos invertebrados como, moscas, mosquitos, gafanhotos e escaravelhos. Por vezes, pode-se alimentar de frutos silvestres.
 
Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: Cabeça – corpo:  125mm. A cauda é bastante comprida e pode medir até duas vezes o tamanho do corpo.
É conhecido pelos machos adquirirem uma tonalidade azul na garganta que se estende muitas vezes por toda cabeça durante a época de reprodução, sendo esta característica menos evidente durante o Inverno (a garganta fica esbranquiçada). As fêmeas também podem apresentar a garganta azulada, mas não tanto como nos machos.
O padrão de coloração dorsal nos machos é composto por tons esverdeados e amarelados, com um ponteado negro relativamente denso e uniforme e o ventre é amarelado com pequenas manchas negras. No dorso das fêmeas notam-se grandes manchas negras, sobre um fundo de tonalidade esverdeada ou acastanhada.
As fêmeas atingem tamanhos superiores aos dos machos, mas estas são menos robustas tanto na cabeça como no corpo.
Os juvenis têm nos flancos manchas amareladas ou esbranquiçadas, rodeadas de negro sob um fundo acastanhado que se estende por todo o dorso.

Lagarto-de-água, jovem / Schreiber's green lizard, young (Lacerta schreiberi) [© Armando Caldas, todos os direitos reservados]
 
Reprodução
A maturidade sexual é atingida por volta dos 3/4 anos e a actividade reprodutora decorre entre a Primavera e meados de Verão. As posturas são efectuadas normalmente entre Maio e Julho, em locais expostos e sem vegetação e os ovos eclodem ao fim de 2 ou 3 meses de incubação.
 
Bibliografia
Almeida. N. e outros (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Fapas
Plano sectorial da Rede Natura, fauna, anfíbios e répteis, Lacerta schreiberi
http://www.iucnredlist.org/details/11113/0

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