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Rã-verde (Pelophylax perezi)

Esta espécie de anfíbio é muito comum em charcos, rios ou ribeiros. Não só é o anfíbio mais numeroso de Portugal, como também é a maior rã portuguesa. Durante a primavera é facilmente audível o forte coaxar destes animais. 

[© Daniel Santos, todos os direitos reservados]

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Ranidae
Género: Pelophylax
Espécie: Pelophylax perezi

Ecologia
Estatuto de conservação em Portugal: Pouco preocupante (LC).
Encontra-se por toda a Península Ibérica e Sul de França. Em Portugal, ocorre por todo o território, sendo o anfíbio mais comum.
Esta espécie está sempre associada a massas de água de vários tipos, como charcos, pântanos, lameiros, lagos, lagoas, barragens e ribeiros. Pode ser encontrada até em zonas fortemente humanizadas e suporta bem a contaminação orgânica e baixa salinidade. Vivem tanto ao nível do mar como em zonas mais altas (até 1900 metros, na Serra da Estrela).
A rã-verde está activa tanto durante o dia como durante a noite. De dia pode ser encontrada nas margens das massas de água onde habita a apanhar sol. Entre os meses de Novembro e Março passa por um período de hibernação, no entanto, este período pode variar consoante a região.
Este anfíbio é predado por inúmeros animais, destacando-se as cobras-de-água, a cobra-de-escada e a cobra-rateira, diversas aves (garças, cegonhas, rapinas nocturnas e diurnas) e alguns mamíferos (como a lontra). A única forma de defesa que possui é a fuga para a água, mergulhando e enterrando-se no lodo do fundo.
A longevidade máxima é de cerca de 10 anos e a maturidade sexual é atingida aos 4.
Alimentação: Os adultos consomem praticamente todo o tipo de invertebrados e pequenos peixes. Também podem alimentar-se de anfíbios, incluindo exemplares da mesma espécie e até mesmo pequenos roedores. As larvas são herbívoras e detritívoras.

[© Daniel Santos, todos os direitos reservados]

Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: Até 10 cm.
A variação de padrões de coloração é grande, mas geralmente a cor do dorso é verde (também pode ser acastanhado ou acinzentado). Apresenta uma linha vertebral verde clara ou amarela e duas pregas dorsolaterais, normalmente amareladas ou acastanhadas. Em grande parte dos indivíduos surgem manchas escuras sem padrão e tamanho definido, no dorso e flancos. Normalmente, o ventre é esbranquiçado, mas também pode ter tons um pouco mais escuros.
A rã-verde tem um focinho pontiagudo e tímpano grande e bem visível (castanho ou amarelo). Os olhos são grandes, muito juntos e preminentes, com pupila horizontal elíptica.
Os membros posteriores são bastante compridos e fortes, com cinco dedos unidos por membranas interdigitais completas. Os membros anteriores são mais curtos e com apenas quatro dedos, sem membranas interdigitais.
Os machos são mais pequenos que as fêmeas e possuem sacos vocais externos (em repouso correspondem às pregas). Além disso, durante o período reprodutor apresentam rugosidades negras nos dedos internos.

Reprodução
O período de reprodução pode variar um pouco em diferentes locais, mas em Portugal ocorre, geralmente, entre Março e Julho. Os machos atraem as fêmeas através do coachar e quando têm sucesso abraçam-nas pelas costas para se reproduzirem (amplexo axilar). São depositados entre 800 e 10.000 ovos em grandes aglomerados flutuantes ou prendem-nos à vegetação. A eclosão dá-se alguns dias após a postura e o desenvolvimento larvar é bastante lento (entre 2 a 4 meses). Algumas larvas, devido a factores ecológicos, passam o Inverno na água e só se metamorfoseiam na Primavera seguinte.

Bibliografia
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Ra-verde?bl=1&viewall=true#Go_1
Almeida. N. e outros (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Fapas
Caldas, A. (2010). Anfíbios de Portugal. Guia Fotográfico Quercus. QUERUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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