Descoberta possível forma de combater a quitridiomicose

O fungo quitrídio é responsável pela diminuição do número de indivíduos e até pela extinção de várias espécies de anfíbios. No entanto, este grave problema pode vir a ser resolvido, ou pelo menos atenuado, num futuro próximo recorrendo a probióticos.  

Actualmente os anfíbios são considerados o grupo de vertebrados mais ameaçado do planeta, estando as suas populações a diminuir significativamente a nível global. A perda de habitat e as alterações climáticas são factores importantes neste declínio. No entanto, não são só estas adversidades que os anfíbios têm de enfrentar, pois têm sido alvo de uma doença infecciosa causada pelo fungo quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), que já tem uma dimensão a nível global. Esta doença é de tal forma grave e mortal, que pode levar à extinção muitas espécies. Devido a esta epidemia, pelo menos 200 das 6700 espécies de anfíbios que se conhecem foram extintas e um terço estão consideradas em perigo pela “International Union for Conservation of Nature”. Os efeitos deste problema são ainda mais graves do que doenças como a Peste Negra, que matou entre 25 e 75 milhões de pessoas.

Alguns anos atrás, Harris, juntamente com Vance Vredenburg, investigadores de Universidade Estadual de São Francisco, fizeram uma descoberta inesperada. Descobriram que sapos que apresentavam a bactéria Janthinobacterium lividumreliably na pele sobreviviam à quitridiomicose. Estas bactérias produzem uma substância chamada violaceína, que inibe o crescimento do fungo. Esta investigação serviu como ponto de partida para estudar o possível uso de probióticos no tratamento da quitridiomicose. J. lividum é uma espécie que está espalhada por todo o Mundo, encontrando-se na pele de anfíbios da Europa, de todo o continente americano e talvez doutros continentes.

“Nós podemos tratar alguns anfíbios com o probióticos e depois alargar a uma grande variedade de espécies,” informa Harris. Mas para o fazer, o probiótico usado tem de ter origem no local de ocorrência do tratamento e este não deve ter efeitos secundários para o ambiente.

Fonte: http://www.americanscientist.org/

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