Predadores protegidos por acordos internacionais estão sob política de extermínio na Noruega

Governo norueguês quer aplicar políticas de extermínio de predadores no país, tomando medidas contrárias às seguidas até agora. Os principais afectados são o lobo, o urso-pardo e o glutão, sendo os carnívoros com populações mais reduzidas do país escandinavo.

“A Noruega é um dos países mais emblemáticos pelo seu património natural e princípios de conservação deste, salvo os conflitos e contradições por ao mesmo tempo ser uma potência petrolífera. No entanto, a classe política já não é a mesma que fundou os princípios de liberdade, maturidade de decisão política ou diplomacia sensata deste país escandinavo.

Todos os anos 2 milhões de ovelhas são libertas para as florestas e no máximo os lobos serão responsáveis pela morte de 1500 destas, pelo qual o Estado tem de compensar os agricultores. Todos os anos perdem-se ainda cerca de 100000 ovelhas devido a diversas causas (quedas, afogamentos, doenças, atropelamentos por comboios, etc.), um número muito superior que efectivamente pode ser imputado aos lobos, embora sejam estes os mais acusados de entre todas as causas. Esta culpabilização dos lobos não é diferente de qualquer outro país e tudo o que já se conhece hoje em dia sobre esta espécie incrível, incluindo o fato de não representarem perigo para as pessoas, pouco fez para mudar esta mentalidade. Até agora, houve uma grande diferença na Noruega relativamente a muitos outros países, porque tinham decisores políticos maduros e sensatos, enquanto atualmente o clima político começa ter paralelo na chocante alteração política do Canadá que se assistiu na última década.

O partido de Direita da coligação atual, tem a seu cargo o ambiente e está a angariar votos junto de produtores de ovelhas e de caçadores e de muitas pessoas determinadas a exterminar o lobo ao mesmo tempo que reclama já autonomia perante as obrigações internacionais de protecção dos lobos. Apenas 1% do território foi considerado “zona de lobo” e nesta zona apenas se tem de garantir o aparecimento de três pares de crias por ano enquanto a restante criação pode ser morta.

A situação destes predadores na Noruega é já geneticamente inviável, havendo apenas 25 representantes. Mas, este ano a quota de caça ao lobo para o Inverno é de 12, mais do que há um século quando a população de lobos era de 1000 exemplares. Para além disso, o governo está preparar uma “nacionalização” de lobos que criam na Suécia e prepara-se para reclamar que os lobos já não precisam de ser protegidos.

Mas não são só os lobos que estão à mercê deste novo clima político. O glutão (wolverine –Gulo gulo), um carnívoro que está também na lista vermelha de espécies ameaçadas, está sujeito a um programa de controlo de predadores com o objectivo de retirar crias das tocas de hibernação e matá-las. O governo emite permissões de abate à Águia-real se forem consideradas responsáveis pela morte de alguma Rena. Pela primeira vez, desde 1932, o governo abriu no ano passado a caça na Primavera ao Urso-pardo, numa população de apenas 120 exemplares.”

Notícia retirada de: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Predadores-protegidos-por-acordos-internacionais-estao-sob-politica-de-exterminio-na-Noruega?bl=1

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