Raposa-vermelha (Vulpes vulpes)

A raposa-vermelha (Vulpes vulpes), um dos mais abundantes mamíferos carnívoros, pode ser encontrado mesmo ao lado das nossas casas. É uma espécie cosmopolita (distribuída por practicamente todo o Mundo) muito bem estudada.

 Fig.1 [© Daniel Santos, todos os direitos reservados] – Raposa-vermelha.

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae   
Género: Vulpes  
Espécie: Vulpes vulpes 

Ecologia
Estatuto de Conservação: “Pouco preocupante”.
Encontra-se em toda a Europa excepto na Islândia. Está ainda presente na Ásia e Norte de África e foi introduzida na América do Norte e na Austrália. Em Portugal distribui-se por todo o país, podendo inclusive, tolerar bem a presença humana.
Este animal ocorre em quase todos os habitats, ocupando especialmente matagais em mosaico, florestas e campos agrícolas. É também abundante em zonas pantanosas, montanhas, dunas de areia, subúrbios e cidades.
Tem sobretudo, uma actividade nocturna e crepuscular, mas pode ser mais diurna em locais sossegados. Vive em grupos, formados por um macho adulto e várias fêmeas.
Consome roedores, lagomorfos, aves, insectos (principalmente besouros), ovos e minhocas. Também se pode alimentar de ouriço-cacheiros e de frutos; pratica necrofagia.

Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: Cabeça – corpo: entre 58 – 90 cm. Cauda: entre 32 – 48 cm. O macho é, normalmente, maior do que a fêmea (em média: cabeça – corpo: ♂ 67 cm; ♀ 63 cm. Cauda: ♂ 41 cm; ♀ 38 cm).
Apresenta uma silhueta esguia onde sobressai a cauda longa e espessa, e uma cabeça pequena, com olhos oblíquos e orelhas grandes, erectas, triangulares e pretas na parte de trás. A pelagem é, geralmente, avermelhada com tons de cinzento e de castanho, mas pode variar até cor de areia, sendo mais curta no Verão e longa e espessa no Inverno. A subespécie que ocorre entre nós (Vulpes vulpes silacea) apresenta uma coloração menos brilhante e é comum a cauda ser cinzenta. A extremidade da cauda e a garganta são frequentemente brancas. As crias nascem cegas e têm uma pelagem castanho-escura.
A existência de tocas é um bom indício da presença de raposas, sendo estas escavadas pelas fêmeas, ou então aproveitam e alargam as tocas dos coelhos ou texugos.

 Fig. 2 [© Daniel Santos, todos os direitos reservados] – Aspecto geral.

Reprodução 
Os acasalamentos têm lugar entre Dezembro e Fevereiro e os nascimentos acontecem entre Março e Maio. O período de gestação dura cerca de 53 dias e nascem 4 a 5 crias por ninhada. Cada fêmea dá origem apenas a uma ninhada por ano.
Tanto o macho como a fêmea participam nos cuidados parentais, estando as crias prontas para uma vida independente no Outono.

Bibliografia
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Raposa-cosmopolita-e-bem-sucedida?bl=1&viewall=true#Go_1

Macdonald, D. e outros. 1993. Guias Fapas, Mamíferos de Portugal e Europa. Fapas

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