Sardão (Lacerta lepida)

Este magnífico lagarto distribui-se por todo o país, mas ao longo dos anos tem vindo a diminuir bastante. Ainda nos dias de hoje é vitima de mitos e crenças, sendo muitas vezes morto.

"Sardão,[© Armando Caldas, todos os direitos reservados]

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Lacertidae
Género: Lacerta
Espécie: Lacerta lepida

Ecologia
Estatuto de conservação: “Pouco Preocupante”.
Este grande lagarto encontra-se por toda a Península Ibérica, no sul de França e no noroeste de Itália. Em Portugal está relativamente bem distribuído por todo o território, embora seja raro em algumas zonas.
Habita florestas de coníferas e caducifólias, mas é mais comum em zonas de floresta mediterrânica. Também ocorre em estepes, zonas com rios, lagos e sapais. Pode ser encontrado tanto ao nível do mar, como em regiões de montanha. Prefere locais com abundância de abrigos e com boa exposição solar, podendo deste modo proteger-se melhor de predadores, tais como cegonhas, garças, alguns mamíferos e algumas aves de rapina. A longevidade é superior a 11 anos em estado selvagem.
É comum esta espécie passar por um período de hibernação, estando activa entre Março e Outubro. Durante o Verão, refugia-se do calor nas horas mais quentes do dia, podendo apresentar actividade nocturna.
Em caso de perigo, a fuga é sempre a primeira opção, no entanto, quando encurralado adopta uma posição defensiva: eleva a cabeça e abre muito a boca, podendo mesmo chegar a morder.
Alimentação: sobretudo de insectos, porém pode consumir lagartixas, cobras-de-água e outros répteis, pequenos mamíferos, ovos e crias de aves. Os adultos por vezes predam os juvenis da sua espécie.

Morfologia Externa e Identificação
Comprimento: até 80 cm. É o maior lagarto da Península Ibérica.
O dorso é verde e amarelado, com manchas escuras. Nos flancos apresenta 3 ou 4 filas de manchas azuis (ocelos), que por vezes, são rodeadas de preto. A cauda tem sensivelmente a mesma coloração do corpo, excepto quando se trata de uma regenerada. O ventre é esbranquiçado ou amarelado. A cabeça é larga e proeminente, sobretudo nos machos. Estes normalmente têm uma coloração mais intensa, com os ocelos laterais mais marcados ou em maior número. Para além disso, durante a época de reprodução apresentam poros femurais bem desenvolvidos.
Os juvenis apresentam tons verdes, pretos e cinzentos (dependendo um pouco dos indivíduos), com manchas brancas.

"Sardão,[© Armando Caldas, todos os direitos reservados] – Sardão juvenil.

Reprodução
A época de reprodução estende-se durante a primavera, altura em que se acentua o carácter territorial dos machos,  havendo lutas violentas entre eles.Quando uma fêmea entra no território de um macho, este persegue-a, mordiscando-a na parte traseira do corpo. Depois bloqueia-a para evitar de ser mordido, seguindo-se a cópula.
A postura ocorre entre Maio e Julho e a fêmea deposita entre 5 a 22 ovos debaixo de pedras, troncos ou até pode enterra-los. O período de incubação dura entre dois e três meses. A maturidade sexual é alcançada apenas ao terceiro ou quarto ano de vida.

Bibliografia
Almeida. N. e outros (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Fapas
Almeida. P. e outros (2005). Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. ICNB
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-do-Sardao?bl=1&viewall=true#Go_1

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