A rola-brava pode desaparecer!

No próximo Domingo (19 de Agosto) abre a caça à rola-brava (Streptopelia turtur). As populações desta ave têm diminuído drasticamente nas últimas duas décadas, não só em Portugal, mas também no resto da Europa. Em cada jornada de caça é permitido abater seis animais, portanto imaginem o número total de indivíduos abatidos. A SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) nomeou o ano 2012 como o ano da rola-brava, tentando, assim, chamar a atenção dos problemas que a espécie enfrenta.

Na minha opinião podia ser tudo muito fácil; proibia-se o abate destes animais até as populações voltarem ao normal. Quando a situação estabiliza-se, voltava-se a permitir a caça, mas claro de uma forma sustentável. Mas como sabemos neste país só são tomadas as devidas medidas quando já não há nada a fazer; infelizmente!

Notícia completa (http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Alerta-da-SPEA-Assim-a-rola-brava-pode-desaparecer?bl=1):

“A SPEA marcou 2012 como o ano da rola-brava, chamando a atenção para a necessidade urgente de ações efetivas de conservação, a começar pela suspensão temporária da sua caça. Nos últimos 20 anos, a população da rola-brava (Streptopelia turtur) da Europa diminuiu 70%. Segundo o Esquema Pan-Europeu para a Monitorização de Aves Comuns, por cada 100 rolas existentes em toda a Europa em 1980, atualmente existem apenas 30. Em Portugal a situação agrava-se cada vez mais, e só entre 2004 e 2010 as populações nacionais registaram uma diminuição média de mais de 30%, sendo a única espécie do Censo de Aves Comuns (dados da SPEA) que se encontra em decréscimo acentuado.

A SPEA pede aos caçadores que se abstenham de caçar rolas-bravas nesta época venatória e a toda a sociedade que se informe e reflita sobre o assunto. A SPEA acredita que só estando na linha da frente da defesa das espécies cinegéticas e da gestão responsável deste recurso poderemos garantir que no futuro se possa continuar a caçar.

Existe um Plano de Gestão da União Europeia para a Rola-brava, ao abrigo da Diretiva Aves. Este plano prevê medidas essenciais e urgentes como a publicação anual de estatísticas de caça credíveis, o desenvolvimento de um modelo populacional preditivo para calcular o abate anual sustentável, o estudo do sucesso reprodutor e da mortalidade invernal e dos fatores que os afetam. Apesar do Plano de Gestão estar em vigor desde 2006, Portugal nada tem feito para o aplicar.

As organizações do setor da caça reconhecem a gravidade do problema da rola-brava, mas continuam a opor-se à tomada de medidas que consideram desfavoráveis para a sua atividade, e estão dispostas a fazer muito pouco para reverter a situação. Em sede da revisão do Calendário Venatório, a SPEA e as outras ONGAs pediam uma suspensão da caça à rola durante três anos,
acompanhada de uma investigação científica às causas da diminuição. O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, que também tutela a conservação da natureza, concedeu um adiamento de quatro dias no início da caça à espécie e uma redução no limite diário de abate de 8 para 6 aves. A época venatória vai ter início já no próximo domingo dia 19 de agosto e, durante seis semanas, cada caçador poderá matar seis rolas-bravas por jornada de caça.

*Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico”

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